Empresariado sete-lagoano precisa aprender a fornecer ao setor público para o benefício da cidade

Você, micro e pequeno empresário, já parou para pensar em quanto dinheiro sai de Sete Lagoas e vai para outras cidades por meio de compras realizadas pelo poder público?

Caso você nunca tenha se feito esta indagação, vamos te contar uma coisa muito importante agora. A administração pública gasta, anualmente, cerca de 400 bilhões de reais com aquisições de produtos e serviços. Todo este dinheiro é liberado para uso após a realização de licitações, mas muitos empresários ainda acreditam que somente as grandes empresas têm poder de negociação e podem vencer estas disputas e acabam não participando.

O que acontece é que, quando as empresas locais sequer participam das licitações, as grandes empresas acabam vencendo e “levando” o dinheiro gerado na cidade – por meio da arrecadação pública – para suas cidades sede. E isto acaba prejudicando o desenvolvimento local.

Para inibir esta prática, o Observatório Social iniciou este ano, juntamente com a ACI Sete Lagoas e o SEBRAE MG, uma série de atividades que buscam informar e capacitar empresários e diretores de empresas locais sobre a importância de se tornarem fornecedores de produtos e serviços para a administração púbica.

A ideia é mostrar que a participação e o triunfo das empresas locais nas licitações auxiliam no crescimento das empresas, geram empregos, aumentam o fluxo financeiro e beneficiam o desenvolvimento econômico, social e estrutural da cidade, por meio da arrecadação de impostos, que voltam em melhorias para a população.

Durante toda a semana, aconteceu na ACI Sete Lagoas um curso de capacitação promovido juntamente com o SEBRAE para empresários locais conhecerem seus direitos e benefícios nestes cenários. De acordo com o consultor do SEBRAE, Cleider Figueiroa, “cursos desta natureza são muito importantes para o empresariado local, pois micro e pequenos empresários, na grande maioria das vezes, não conhecem as vantagens e benefícios que lhe são exclusivos, como o empate fictício, a subcontratação, as cotas e o direcionamento de obras de baixo custo ou partes de licitações para micro e pequenas empresas locais”.

Você sabia, por exemplo, que se uma pequena empresa local perde uma licitação para uma grande empresa por menos de 10% de diferença, é obrigação do setor público oferecer a oportunidade para a empresa local cobrir a oferta? Este é o empate fictício que, com certeza, muitos empresários sequer ouviram falar antes do curso ministrado ontem.

Figueiroa destaca que as micro e pequenas empresas no Brasil são as maiores geradoras de postos de trabalho – são 65% – e respondem por 99% do contingente empresarial, mas que, no entanto, recebem menos de 20% do valor gasto pelo poder público em aquisições. Ele diz que as atividades que estão sendo promovidas têm como foco capacitar os empresários para desenvolverem Sete Lagoas no cenário local e regional, movimentando a economia, gerando empregos e impostos. “Não podemos deixar que alguém venha de outra praça e leve o dinheiro que deveria ficar aqui. Temos empresas capacitadas para realizar diversas obras e aquisições aqui na cidade e precisamos adequar estas empresas e os empresários para auxiliar no crescimento das indústrias e do comércio local”.

Além disso, ele destaca que, apesar de muitos empresários ficarem receosos quanto ao recebimento por seus produtos e serviços por parte da administração pública, é preciso esclarecer que o poder público só pode comprar através de licitação e que o pagamento é garantido. “Este não deve ser um medo do empresário”.

Caso você tenha perdido os eventos realizados até o momento, mas queira saber mais sobre o assunto, entre em contato com o SEBRAE Sete Lagoas e se informe sobre o serviço de consultoria prestado pela entidade.

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aci
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