Flávio Fonseca, Presidente da ACI Sete Lagoas, Biênios 2014-2016 e 2016-2018

SE NOS UNIRMOS, PODEREMOS CONQUISTAR MUITO MAIS

Depois de quatro anos à frente da Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas, Flávio Fonseca deixa a presidência da entidade. Será substituído por Bruno Chaves Violante e a troca de comando está marcada para o dia 17 deste mês. Com a mudança, Flávio passa a ser um dos vice-presidentes da entidade. Portanto, vai continuar participando da ACI e de seus projetos. “Minha visão continua a mesma de quando assumi a presidência, em 2014: precisamos promover a união dos empresários do comércio. Indústria e serviços, porque somente juntos eles terão força e capacidade de articulação para promover seus interesses”, diz Flavio, nessa entrevista na qual ele faz um resumo da gestão 2016-2018. Acompanhe os principais trechos dessa conversa.

Foram quatro anos, desde 2014. Qual é seu sentimento ao deixar a presidência da entidade?

De dever cumprido. Com apoio da diretoria e equipe ACI, conseguimos avançar bastante em nossos quatro principais desafios: apoiar a indústria e o comércio de Sete Lagoas, lutar por maior segurança na cidade, brigar pela duplicação da MG 424 e contribuir com a recuperação do Hospital Nossa Senhora das Graças. Em todos esses campos tivemos sucessos.

Podemos repassar esses pontos? Vamos começar com o apoio à indústria da cidade...

A indústria é a maior geradora de empregos e com eles toda a cidade cresce. Trabalhamos para atrair empresas como a OMPI, que produz frascos de vidro para a indústria farmacêutica. Descobrimos o interesse, fomos atrás, acolhemos a empresa em nossas instalações, ajudamos com a burocracia estadual e municipal. A empresa foi inaugurada em 2017, com mais de 100 empregados e ainda vai crescer. Ajudamos a Cofle, do setor automotivo, já em operação. Apoiamos o projeto da Economia Circular, da Fiemg, várias empresas da cidade aderiram e a ação em Sete Lagoas virou referência para a CNI. Apoiamos o Faixa Azul, que atendeu uma demanda do comércio, que era melhorar o trânsito e o estacionamento. E estamos ajudando a reestruturar o Distrito Industrial, junto com a Codemig.

No ponto da segurança, qual foi a maior realização?

Sem dúvida foi a criação da 19ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP). Era uma batalha antiga nossa que só vencida porque tivemos o apoio da comunidade, especialmente da CDL, do Sindicomércio, dos empresários e dos políticos que compraram essa briga conosco. A inauguração, em 2016, foi muito importante porque a cidade ganhou em inteligência de segurança, integração das polícias, ação policial coordenada. Os resultados já estão aí. Segundo o coronel PM Charles Generoso Baracho, comandante local da RISP, a taxa de homicídios em Sete Lagoas caiu pela metade em 2017. No ano de 2016, a cidade era a 8ª no ranking de Índice de Crimes Violentos (ICV) e a 131ª em Taxa de Homicídio Consumado (THC), em Minas. Em 2017 fomos a 17ª em ICV e 318ª em THC. Nossa segurança melhorou.

A duplicação da MG 424, por outro lado, é uma situação ainda indefinida, certo?

Tomamos a frente e pressionamos o governo do Estado para a resolução da questão. E de uma coisa temos certeza: de tanto sobre os problemas da MG 424, conseguimos que ela passasse a ser uma pauta do governo. A licitação para a duplicação finalmente saiu, os resultados serão conhecidos dia 5 de maio. Ainda existem questões a serem resolvidas, mas começou a andar e isso é importante. A pressão deve continuar. Uma MG 424 melhor significa maior chance de desenvolvimento para a cidade e região.

Quanto ao Hospital, quais foram as contribuições da ACI?

Oferecemos, às custas da ACI, consultoria para a análise da situação econômica do Hospital Nossa Senhora das Graças. Foi um trabalho importante para o início da equalização das dívidas e do planejamento financeiro da entidade, que está em andamento. Não podemos ficar alheios a esse problema. Aqui em Sete Lagoas, seja quem for, no dia que ficar doente vai procurar o Hospital Nossa Senhora das Graças. Por isso temos de cuidar dele também.

Qual sua mensagem para a cidade nesse momento de saída da presidência da ACI?

Quanto mais eu penso sobre a cidadania participativa, mais eu tenho a certeza de que esse é o caminho para todos nós. Precisamos participar ativamente da vida da comunidade onde a gente vive. Convido a todos para se perguntarem: você participa de alguma entidade da cidade ou de seu bairro? Você já foi em reunião da Câmara Municipal? Você faz trabalho voluntário? Você participa de alguma entidade beneficente ou de alguma entidade de classe? É com atividades como essas que podemos defender nossos interesses e influenciar nas políticas públicas e sociais. Hoje vejo as pessoas muito isoladas. Precisamos nos envolver, porque unidos podemos muito mais.